A Petrobras (PETR4) registrou um aumento de 5,4% na produção média de óleo, LGN e gás natural no primeiro trimestre de 2025, impulsionada pela eficiência operacional no pré-sal, entrada de novas plataformas como o FPSO Almirante Tamandaré e redução nas paradas de manutenção. Apesar dos resultados positivos, o BB Investimentos retirou a recomendação de compra das ações PETR4, citando incertezas no mercado internacional de petróleo.
Recordes operacionais e avanços em sustentabilidade
Entre os destaques operacionais, a produção no pré-sal alcançou 2,77 milhões de barris de óleo equivalente por dia. A refinaria Abreu e Lima (RNEST) também teve seu trem 1 modernizado, ampliando a capacidade de produção de derivados de alto valor, como o diesel.
Na agenda de baixo carbono, a estatal realizou sua primeira venda de VLSFO com baixo teor de enxofre e avançou em testes com combustível sustentável de aviação (SAF). Também iniciou um projeto conjunto com o BNDES para produção de biometano e reflorestamento na Amazônia.
Exportações crescem, mas polêmicas externas afetam
No comércio exterior, as exportações da Petrobras aumentaram, com destaque para o petróleo e óleo combustível, principalmente à China e Ásia. A Europa perdeu espaço como destino. Um novo contrato com a Índia também amplia o alcance global da empresa.
Entretanto, o “tarifaço” anunciado por Donald Trump contribuiu para a recente queda no preço do barril Brent, prejudicando o mercado global de commodities energéticas e afetando diretamente o valor de mercado da Petrobras.
BB Investimentos rebaixa PETR4 para “neutra”
Apesar dos avanços operacionais, o BB Investimentos rebaixou sua recomendação de PETR4 de “compra” para “neutra”. A justificativa central é a instabilidade no preço internacional do petróleo e as incertezas macroeconômicas.
O banco não aponta problemas internos na Petrobras, que segue com boa saúde financeira, baixo endividamento e projetos estratégicos em andamento. No entanto, alerta que o momento é de cautela para novos investidores.
Projeções bilionárias de dividendos
Segundo o BTG Pactual, o EBITDA da Petrobras deve atingir US$ 11,5 bilhões no 1T25, o que pode levar a distribuição de até US$ 1,6 bilhão em dividendos, ou cerca de R$ 0,72 por ação. Já o Itaú BBA projeta US$ 2,4 bilhões e o Santander, mais otimista, vê espaço para US$ 2,5 bilhões — o equivalente a R$ 1,80 por ação e um dividend yield de 3,6% em apenas um trimestre.
Considerando o preço atual da ação em torno de R$ 30, a projeção anualizada alcançaria um dividend yield de até 13%. No entanto, analistas reforçam que a continuidade dessa rentabilidade depende da estabilidade nos preços do petróleo e das decisões estratégicas da companhia.
Preço teto de PETR4 segundo dividend yield
Com base em uma projeção de fluxo de caixa livre de R$ 42 bilhões e payout de 45%, a expectativa de DPA (dividendo por ação) é de R$ 4,21 para 2025. Aplicando diferentes dividend yields esperados:
- Para DY de 4%: preço teto de R$ 105,22
- Para DY de 6%: preço teto de R$ 70,14
- Para DY de 8%: preço teto de R$ 52,61
- Para DY de 10%: preço teto de R$ 42,90
Atualmente, a ação PETR4 está cotada abaixo de R$ 31, o que mostra um desconto relevante frente ao valor justo estimado, mesmo com a tendência de baixa no curto prazo.
Apesar dos riscos de curto prazo, a Petrobras segue como uma das empresas mais lucrativas e distribuidoras de dividendos da B3. O rebaixamento do BB Investimentos deve ser visto como uma postura de prudência diante das incertezas externas, e não como uma sentença negativa sobre os fundamentos da companhia.
Investidores atentos ao longo prazo e ao potencial de dividendos podem encontrar na atual desvalorização uma oportunidade. No entanto, é fundamental acompanhar o resultado oficial do 1T25, que será divulgado em 12 de maio após o fechamento do mercado.
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