Petróleo sobe após ataques na guerra Rússia-Ucrânia e risco de novas sanções

Os preços do petróleo registraram leve alta nesta sexta-feira (22), refletindo o aumento das tensões geopolíticas e sinais de recuperação na demanda global. A estagnação das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia e a expectativa de sanções mais rígidas contra Moscou voltaram a influenciar o mercado, após três semanas consecutivas de queda nos preços do barril.

Brent e WTI em alta na semana

Às 10h31 (horário de Nova York), os contratos futuros do petróleo Brent subiam 0,27%, cotados a US$ 67,85 o barril. Já o petróleo WTI avançava 0,39%, a US$ 63,77 o barril. Com isso, o Brent acumula alta de 3,04% na semana, enquanto o WTI avança 1,5%.

Conflito entre Rússia e Ucrânia volta ao centro do radar

A perspectiva de um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia esfriou após novas ofensivas militares. Na quinta-feira (21), a Rússia lançou ataques aéreos nas proximidades da fronteira ucraniana com a União Europeia, enquanto a Ucrânia respondeu atingindo uma refinaria russa e uma estação no oleoduto Druzhba, crucial para o fornecimento de petróleo à Europa.

A Hungria confirmou a interrupção do fluxo de petróleo pelo oleoduto, o que reacendeu preocupações com a oferta global. Embora o presidente Donald Trump tenha sinalizado interesse em mediar uma cúpula entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelenskiy, diplomatas russos descartaram qualquer avanço concreto, acusando a Ucrânia de resistência.

Segundo analistas do ING, quanto menor a chance de um acordo de paz, maior o risco de sanções mais duras por parte dos Estados Unidos, o que poderia limitar ainda mais a oferta russa no mercado internacional.

Estoques nos EUA em queda reforçam demanda

Além do cenário geopolítico, os preços também foram sustentados por uma queda acentuada nos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos. Segundo a Administração de Informação de Energia (EIA), os estoques caíram 6 milhões de barris na semana encerrada em 15 de agosto — muito acima da expectativa de 1,8 milhão —, o que sugere uma forte demanda interna.

Riscos à demanda vêm da Europa

Por outro lado, dados decepcionantes da economia alemã geram dúvidas sobre a recuperação da demanda na Europa. A maior economia do continente encolheu 0,3% no segundo trimestre, ampliando os temores de recessão.

Os investidores também acompanham a conferência de Jackson Hole, onde o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou a possibilidade de corte na taxa básica de juros em setembro. A medida poderia estimular o crescimento econômico e, consequentemente, a demanda por petróleo.

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