Os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos recuaram 974 mil barris na última semana, totalizando 420,7 milhões, segundo dados do Instituto Americano de Petróleo (API). A queda refletiu importações menores e exportações em alta, revelando uma nova dinâmica no mercado global de energia.
Além disso, a gasolina teve retração de 2,06 milhões de barris, indicando forte consumo doméstico, enquanto os destilados também registraram queda, em linha com a demanda sazonal por óleo de aquecimento.
Estoques abaixo da média histórica
De acordo com a EIA (Administração de Informação de Energia dos EUA), os estoques comerciais — excluindo a Reserva Estratégica — estão cerca de 6% abaixo da média dos últimos cinco anos. A taxa de utilização das refinarias alcançou 96,6%, demonstrando capacidade próxima ao limite.
As importações caíram para 6,5 milhões de barris por dia (bpd), enquanto as exportações cresceram para 4,4 milhões de bpd, impulsionadas pelo estreitamento do spread WTI-Brent, que favoreceu arbitragem no mercado internacional.
Oportunidades para investidores
O cenário beneficia empresas do setor energético. ExxonMobil (XOM) e Chevron (CVX) ampliam margens de refino, sustentadas pela forte demanda por combustíveis. No segmento de infraestrutura, Enterprise Products Partners (EPD) e Kinder Morgan (KMI) podem capturar ganhos com transporte e armazenamento.
No mercado de commodities, o petróleo bruto se apresenta como ponto de entrada atrativo. Apesar das pressões macroeconômicas, a demanda segue firme: a média de quatro semanas de consumo registrada pela EIA está acima do padrão sazonal. Outro fator de sustentação é a recompra gradual da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), em torno de US$ 70 por barril.
Riscos a monitorar
Entre os riscos, destacam-se a desaceleração econômica da China e possíveis tensões comerciais entre EUA e União Europeia, que podem reduzir a demanda global. A EIA também projeta, para 2026, um aumento de 600 mil bpd nos estoques globais, o que poderia pressionar os preços no médio prazo.
Nova fase do setor energético
A recente queda nos estoques não é um evento isolado, mas parte de um realinhamento estrutural do mercado de energia. Com exportações em alta, consumo interno resiliente e refinarias operando no limite, o setor se mostra preparado para capturar ganhos relevantes.
Para investidores, os ativos ligados a refino, midstream e exportação aparecem como as principais apostas. Os próximos trimestres podem representar uma janela rara de oportunidades no setor energético global.
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