Shell e TotalEnergies compartilham navio para transporte de petróleo no Brasil

A Shell Brasil Petróleo e a TotalEnergies EP Brasil anunciaram um acordo estratégico que marca um novo passo para a logística de petróleo no país. As duas gigantes do setor irão compartilhar o uso do SeaLoader 1, navio de transferência de carga operado pela japonesa Mitsui OSK Lines (MOL), na Bacia de Santos.

O SeaLoader 1 já era utilizado desde 2020 pela TotalEnergies, mas agora também atenderá às operações da Shell, fortalecendo a eficiência no transporte de petróleo bruto produzido em águas brasileiras.

O papel do SeaLoader 1

A embarcação é propriedade da SeaLoading Holding e desempenha uma função estratégica: realizar a transferência de petróleo bruto entre FPSOs (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência) e navios-tanque.

Essa tecnologia representa um avanço relevante para a indústria, pois permite:

  • Agilidade no escoamento da produção.

  • Redução de custos operacionais, diminuindo a necessidade de manobras complexas.

  • Mitigação de riscos, já que o processo é mais seguro e controlado.

De acordo com a MOL, desde que começou a operar no Brasil, o SeaLoader 1, junto a outra embarcação semelhante, já realizou mais de 130 operações bem-sucedidas de descarregamento, consolidando sua confiabilidade.

Impacto estratégico e ambiental

O acordo não apenas fortalece a parceria entre as petroleiras e a MOL, mas também sinaliza um movimento em direção à logística mais sustentável no setor de energia.

Segundo a Mitsui, os navios de transferência de carga podem reduzir significativamente as emissões de CO2 em relação ao método convencional de carregamento com navios-tanque. Isso está em linha com as metas globais de descarbonização assumidas por Shell, TotalEnergies e outras majors do setor.

A MOL destacou ainda que a TotalEnergies foi pioneira no uso da tecnologia no Brasil e agora, com a adesão da Shell, há espaço para ampliar a aplicação do modelo, tornando a cadeia de suprimentos de petróleo no país mais competitiva e ambientalmente responsável.

A entrada da Shell como usuária do SeaLoader 1 reforça a cooperação internacional entre grandes companhias e pode impulsionar novos investimentos em soluções logísticas de baixo impacto ambiental.

O grupo japonês MOL sinalizou que pretende expandir a frota de navios de transferência de carga no Brasil, em parceria com as petroleiras, visando não apenas reduzir custos mas também contribuir para uma cadeia de petróleo mais sustentável e inovadora.

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