A Petrobras deu um passo decisivo para retomar sua presença estratégica na Nigéria ao assinar cinco memorandos de entendimento com o governo do país africano, marcando seu retorno ao setor de petróleo e gás local. A iniciativa foi anunciada em 29 de agosto de 2025, durante visita oficial do presidente nigeriano Bola Tinubu a Brasília, e foi celebrada pela Câmara Africana de Energia (AEC) como um marco histórico na cooperação energética entre Brasil e África.
Parceria estratégica Brasil-Nigéria
Após cinco anos desde a interrupção de suas operações de joint venture no país africano, a Petrobras está pronta para reentrar em um dos mercados mais promissores do setor energético. Os memorandos assinados abrangem setores-chave como comércio, energia, aviação, ciência e finanças, e sinalizam uma evolução de uma relação diplomática simbólica para uma colaboração prática, com potencial de alto impacto econômico e social.
Além do setor energético, os acordos também visam promover:
- Transferência de tecnologia;
- Energias renováveis;
- Desenvolvimento da indústria local;
- Cooperação em saúde, farmacêutica e manufatura.
Potencial energético e retorno estratégico
A Nigéria detém cerca de 210 trilhões de pés cúbicos de gás natural inexplorado, o que representa uma das maiores reservas da África. A Petrobras, reconhecida internacionalmente por sua expertise em águas profundas e gás natural, entra como um agente capaz de acelerar o desenvolvimento desses recursos, fortalecendo a industrialização local e as exportações.
NJ Ayuk, presidente executivo da AEC, ressaltou que a decisão da Petrobras envia um sinal claro aos investidores globais:
“A África está aberta aos negócios. Parcerias com operadoras experientes como a Petrobras garantirão o desenvolvimento sustentável e rentável dos recursos energéticos do continente.”
Impactos para Brasil, Nigéria e o setor global
A volta da Petrobras à Nigéria promete impulsionar:
- Desenvolvimento de conteúdo local e qualificação de mão de obra nigeriana;
- Novas rotas de exportação para empresas brasileiras;
- Investimentos cruzados em setores como aviação e saúde;
- Maior presença do Brasil no continente africano como parceiro energético estratégico.
Um dos destaques logísticos foi o lançamento da rota aérea direta da Air Peace entre Lagos e São Paulo, que deve facilitar ainda mais os negócios e o intercâmbio tecnológico e comercial entre as duas nações.
Cooperação energética com potencial global
A AEC vê essa reentrada da Petrobras não apenas como uma retomada de operações, mas como um novo paradigma de cooperação internacional no setor de energia, onde Brasil e África compartilham recursos, tecnologias e desenvolvimento sustentável. A parceria tem potencial para ser um modelo de como países do hemisfério sul podem se fortalecer mutuamente no mercado energético global.
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