O mercado automotivo brasileiro vive uma transformação histórica. A presença das montadoras chinesas deixou de ser tendência e se tornou realidade consolidada, com impacto direto na concorrência e na indústria nacional.
Crescimento acelerado das marcas chinesas
Nos últimos anos, nomes como BYD, GWM, Chery, GAC e Geely ampliaram investimentos no Brasil. A estratégia passa pela instalação de fábricas em território nacional, reduzindo custos e garantindo competitividade diante das marcas tradicionais, como Volkswagen, Fiat e Toyota.
A GWM (Great Wall Motors) inaugurou recentemente sua planta em Iracemápolis (SP), investindo cerca de R$ 10 bilhões ao longo da próxima década. A fábrica já emprega 600 trabalhadores, com previsão de alcançar 1.000 até o fim de 2025, além de movimentar toda a cadeia de fornecedores locais.

O impacto da BYD na Bahia
Outro destaque é a BYD, que assumiu a antiga fábrica da Ford em Camaçari (BA). Com capacidade estimada para 150 mil veículos por ano, a montadora já planeja produzir modelos como Dolphin Mini, King e Song Pro, além de ampliar sua linha de carros híbridos e elétricos.
Estratégias de expansão e parcerias
Enquanto algumas marcas constroem fábricas próprias, outras optam por parcerias estratégicas. A Geely, por exemplo, firmou acordo com a Renault em São José dos Pinhais (PR), aproveitando estruturas já existentes para reduzir investimentos iniciais.
A Chery, pioneira entre as chinesas, mantém produção em Goiás em parceria com a Caoa, consolidando a fabricação de SUVs que se destacam pelo custo-benefício e design moderno.
A ameaça às montadoras tradicionais
O avanço das marcas chinesas preocupa as montadoras tradicionais. Representantes do setor, como a Anfavea, alertam para riscos de desemprego e até para a possibilidade de saída de empresas consolidadas do país. Isso porque os modelos chineses chegam ao mercado com preços competitivos, melhor acabamento e tecnologia de ponta.
Para os consumidores, a concorrência tende a ser positiva: mais opções, preços mais baixos e veículos mais tecnológicos. Já para a indústria nacional, a disputa pode redefinir o equilíbrio do setor nos próximos anos.
Futuro do mercado automotivo brasileiro
Com previsão de expansão contínua, as montadoras chinesas já detêm mais de 10% do mercado brasileiro. Especialistas afirmam que, caso esse ritmo se mantenha, a participação pode dobrar em menos de cinco anos.
A grande questão é se o Brasil conseguirá equilibrar o estímulo a novos investimentos sem prejudicar montadoras tradicionais que há décadas fazem parte da história do setor.
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