Empreendedores gastronômicos movimentam a cidade

Empreender é ter visão e coragem, é enxergar oportunidades onde muitos não veem e transformar isso em algo que conecta pessoas e lugares. E é exatamente isso que a gastronomia vem fazendo em Belo Horizonte.

Bares e restaurantes têm ativado edifícios e pontos da cidade que antes não eram muito frequentados. Lugares como a Praça Raul Soares, com a chegada de bares como Bar da Lora, Pirex e a Galeria São Vicente, ou edifícios como o Edifício Central e o Edifício Maletta, que hoje abrigam bons restaurantes e circulação ativa, passaram a ganhar vida e movimentação graças à iniciativa desses empreendedores.

Um exemplo marcante é o Mercado Novo, que começou a se transformar em 2010, junto com o Mercado das Borboletas, quando o local foi transformado num centro cultural com festas, shows e eventos. Em 2017, o espaço foi impulsionado por empreendedores locais que revitalizaram o espaço com foco em gastronomia, arte e cultura local, transformando-o em um polo da economia criativa de BH.

Novidades empreendedoras e gastronômicas em Belo Horizonte

Além do Edifício Central, na Avenida dos Andradas, que em pouco mais de dois anos ganhou 28 novos empreendimentos gastronômicos e tem agitado o baixo centro, uma nova ocupação promete movimentar a madrugada boêmia de Belo Horizonte: o térreo do Mercado Novo. O local, que já estava sendo movimentado pelo bar do Zé Luiz, um dos mais queridos da vida boêmia da cidade, agora atrai novos vizinhos, como a NUUH Cervejaria. A casa, que foi inaugurada na última sexta-feira, 22 de agosto, funciona das 22h às 6h e traz movimento para a madrugada, que estava com grande demanda. O bar recém-inaugurado oferece uma programação de samba nos finais de semana.

Outra revitalização que uniu arte, gastronomia e cultura é a volta da Feira Coberta do Padre Eustáquio, a FECOPE. Com mais de 50 barracas, programação musical e espaço para crianças, a feira já conta até com um bar, o CIA Central, trazendo ainda mais socialização e gastronomia para a região Noroeste.

Essas ocupações crescentes mostram como a gastronomia vai muito além do sabor: ela é uma ferramenta de revitalização urbana, ativa espaços antes pouco frequentados e cria novas formas de circulação, sociabilidade e cultura na cidade.

Esse movimento não impacta apenas o centro: bairros que antes não eram tão visitados também passaram a ganhar atenção. Bares que viralizam na internet começam a movimentar a economia local de forma significativa. Um exemplo disso é o Juramento 222, no bairro Pompeia, que valoriza produtores locais e, com sua chegada, trouxe um novo dinamismo econômico para o bairro.

Nesse contexto, a gastronomia é mais do que comida e bebida: é um motor de transformação urbana, social e econômica, mostrando como empreendedores com visão e coragem podem revitalizar lugares, atender a demandas da cidade e gerar um impacto real na vida das pessoas.

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