
Lourenço e Lourival falam sobre participação no DVD de Ana Castela
Considerada a dupla sertaneja mais longeva em atividade no Brasil, Lourenço & Lourival participa nesta quinta-feira (28) da gravação do DVD “Herança Boiadeira – Rodeio” da cantora Ana Castela.
O show acontece na arena de rodeios da Festa do Peão de Barretos, que vai até domingo (31). Em entrevista ao g1, os cantores que começaram a carreira no rádio e que viram toda uma transformação no mercado musical ao longo de décadas é grande para noite contaram que estão empolgados.
“É gostoso duas pessoas de idade assim gravar com uma moça um DVD. Você sabe que ela é uma simpatia? Nós conversamos com ela no camarim, ela veio cumprimentar nós e conversamos e ela ficou fã nossa. Nós já éramos fãs dela e ela nossa”, diz Lourival.
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Em tom de muita descontração, eles dizem que não estão “velhos” e, sim, “usados” (assista ao vídeo acima).
Lourenço e Lourival e Gaúchinha na Festa do Peão de Barretos, SP
Murilo Corazza/g1
Lourenço tem 89 anos e Lourival, 85. Eles nunca interromperam a carreira e atualmente fazem uma média de dez shows por mês, demonstrando muito vigor.
Lourival, que junto com o irmão Lourenço ajudou a transformar o gênero sertanejo do Brasil, sem holofotes lá nos anos 1950, teceu elogios à jovem cantora, de 21 anos, e que representa a continuidade do legado deles.
“É uma menina que está começando e começando com tudo, com uma força medonha. Nós assistimos ao início dela aqui no Barretão e agora vamos estar junto com ela. Ela é uma sertaneja nata mesmo. É um encontro de gerações”, diz.
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Os caipiras que mudaram a música
Para Lourival, hoje, ao ver a relevância que a música sertaneja ganhou no país desde que eles começaram é motivo de orgulho. Ele lembrou que os dois tinham vergonha de se declarar cantores do gênero cerca de 70 anos atrás quando ainda meninos saíram da roça, em Ribeirão Preto (SP), e começaram a frequentar programas no rádio e na TV.
“No início, todo mundo tinha vergonha de falar que era sertanejo, caipira. Nós escondíamos a viola, de vergonha. O povo ria da gente, falava são sertanejos, caipiras. Desfaziam do sertanejo.”
Lourenço e Lourival durante show na Queima do Alho na Festa do Peão de Barretos 2025
Murilo Corazza/g1
Segundo Lourenço, a primeira virada de chave aconteceu com “Como Eu Chorei”, gravada em 1971.
“Depois passou a ter muito valor, porque nós começamos modificando a música sertaneja. ‘Como eu Chorei’ deu um embalinho, começamos a cantar ‘Menina da Aldeia’, ‘Franguinho na Panela’. Depois veio Milionário e José Rico, já ajudou muito. Veio Léo Canhoto e Robertinho, ajudou a levantar a música sertaneja”, contou.
‘Teimosos’
Na ativa, eles continuam gravando. Em 2024, fizeram um projeto audiovisual em Betim (MG) e acabam de participar da gravação do DVD que comemora os 30 anos do Clube da Viola, em Ribeirão Preto, movimento precursor do sertanejo universitário.
Disposta e cheia de energia no auge dos anos 80 anos de vida, a dupla não vê motivos para parar.
“Nós somos teimosos”, disse Lourival.
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