Produção offshore dos EUA atinge maior nível da história em 2026

O setor offshore norte-americano está prestes a atingir um marco histórico. Segundo análise da Rystad Energy, a produção em águas profundas dos Estados Unidos deverá alcançar cerca de 2,2 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boepd) em 2026, impulsionada por um ano recorde de projetos em 2025 no Golfo da América (GoA). A estimativa representa o maior patamar já registrado na região, com destaque para novas unidades flutuantes de produção (FPUs) e sistemas de tieback submarinos.

Três novas FPUs adicionam quase 350 mil boepd de capacidade

Em 2025, três grandes startups de plataformas flutuantes entraram em operação ou estão em fase final de comissionamento. A Shell deu início às operações da FPU Whale já em janeiro, atingindo 100 mil bpd em cinco meses. Em julho, foi a vez da Beacon Offshore Energy ativar o projeto Shenandoah, um marco tecnológico por utilizar a avançada tecnologia 20K, capaz de operar sob pressões de até 20 mil psi.

O último grande projeto do ano é a FPU Salamanca, iniciativa conjunta da LLOG, Repsol e OG Oil & Gas, cuja produção está prestes a começar. Juntas, essas três FPUs adicionam quase 350 mil boepd de capacidade nominal de processamento – o maior incremento desde 2015, quando projetos como Heidelberg e Lucius elevaram a produção da região.

Tiebacks da Chevron, Shell e BP reforçam o crescimento

Além das plataformas flutuantes, quatro novos tiebacks submarinos também começaram a operar em 2025. O destaque é o projeto Ballymore, da Chevron, conectado à FPU Blind Faith, voltado para a tendência de alta temperatura de Norphlet. Já o campo Dover, da Shell, fornecerá cerca de 20 mil boepd à FPU Appomattox. A BP, por sua vez, antecipou o início do tieback Extensão Sudoeste de Argos, com potencial de 20 mil bpd em três poços.

Participação recorde da classe de 2025

De acordo com a Rystad Energy, os projetos iniciados em 2025 deverão representar até 18% da produção total em águas profundas dos EUA em 2026, o maior percentual desde 2009. Ao todo, as novas instalações deverão acrescentar 350 mil boepd entre 2026 e 2027, com as FPUs respondendo por 70% desse volume.

Projeções promissoras até 2030

Nos próximos cinco anos, o Golfo da América deverá testemunhar uma nova onda de projetos desafiadores, incluindo as FPUs Sparta, Kaskida e Tiber, voltadas para o Terciário Inferior – uma camada geológica complexa. Além disso, a crescente adoção de levantamentos sísmicos com nós de fundo oceânico (OBN) pode abrir caminho para novas descobertas e manter o ritmo de crescimento do setor offshore nos EUA.

Para a indústria, 2025 já se consolida como um ano excepcional, marcando o retorno à alta produtividade e à inovação tecnológica, após anos de retração pós-crise de preços. O Golfo da América retoma, assim, seu papel de protagonista na produção global de petróleo em águas profundas.

O post Produção offshore dos EUA atinge maior nível da história em 2026 apareceu primeiro em O Petróleo.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.