Trabalho offshore: quanto ganha e quais os riscos da carreira embarcada

O sonho de muitos profissionais técnicos é conquistar uma vaga no trabalho offshore, regime que funciona em plataformas de petróleo, gás e navios em alto-mar. A jornada de 15 dias de trabalho embarcado seguidos de 15 dias de folga, somada aos salários acima da média do mercado, desperta o interesse de milhares de candidatos. Mas será que vale mesmo a pena ingressar nessa carreira?

O que é o trabalho offshore

A palavra offshore vem do inglês e significa “no mar”. Ela se refere a todas as atividades profissionais realizadas em alto-mar, principalmente na indústria de petróleo e gás. Isso inclui exploração, produção, transporte e manutenção em plataformas marítimas.

Por se tratar de um ambiente isolado e de alto risco, essa indústria exige profissionais certificados e altamente qualificados, responsáveis por garantir a segurança e o funcionamento de máquinas, sistemas elétricos e processos críticos.

Principais funções técnicas e salários

De acordo com dados do site Glassdoor, os salários no setor variam bastante conforme a especialidade, a experiência e a empresa contratante. Confira alguns exemplos:

  • Técnico em Mecânica: responsável pela manutenção, reparo e instalação de máquinas e motores. Salários entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, podendo chegar a R$ 11 mil com experiência.

  • Técnico em Segurança do Trabalho: garante que todos os protocolos de segurança sejam cumpridos, evitando acidentes em um ambiente de alto risco. Os salários podem variar de R$ 3 mil até R$ 12 mil, com cargos de grande responsabilidade chegando a R$ 16 mil ou mais.

  • Técnico em Eletrotécnica: atua na instalação e manutenção de sistemas elétricos, geradores e painéis de controle. Faixa salarial média entre R$ 3 mil e R$ 7 mil, podendo alcançar R$ 11 mil.

Além dos salários-base, muitos profissionais recebem adicionais de periculosidade e insalubridade, que podem elevar significativamente os rendimentos.

Requisitos e qualificações exigidas

Não basta apenas ter o curso técnico. Para atuar offshore, geralmente são exigidos:

  • Experiência prévia na área de formação;

  • Cursos obrigatórios, como o Básico de Segurança de Plataforma (CBSP), Básico de Segurança de Navio e Familiarização em Proteção de Navio;

  • Inglês técnico, fundamental para comunicação em plataformas com equipes multinacionais.

Vantagens de trabalhar embarcado

Apesar dos desafios, o trabalho offshore oferece benefícios que atraem cada vez mais profissionais:

  • Salário acima da média nacional;

  • Benefícios adicionais como alimentação, transporte, seguro de vida, auxílio educação e auxílio creche;

  • Estrutura de lazer a bordo, com academias, cinemas, salas de jogos e até quadras de futebol;

  • Possibilidade de carreira internacional, com convites para trabalhar em plataformas no exterior;

  • Aposentadoria antecipada, em 25 anos de contribuição, devido à atividade especial.

Desvantagens e riscos da carreira offshore

Por outro lado, os profissionais precisam estar preparados para enfrentar:

  • Longos períodos longe da família e amigos, convivendo apenas com colegas embarcados;

  • Isolamento no meio do oceano, sem possibilidade de sair antes do período de troca;

  • Condições adversas, como enjoos devido ao balanço das plataformas;

  • Riscos de acidentes, já que o petróleo é inflamável e o ambiente exige máxima atenção à segurança.

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