Ave extinta há 125 anos ressurge e intriga biólogos; conheça espécie

Após mais de um século considerada extinta, uma ave icônica da Nova Zelândia, o tacaé-do-sul, voltou a habitar a Ilha Sul, surpreendendo cientistas e emocionando comunidades locais.Declarada extinta no século 19, a espécie sobreviveu apenas em registros históricos até ser redescoberta em 1948, nas montanhas de Murchison. A informação foi divulgada pelo site Aventuras na História.Desde então, esforços de conservação intensivos foram iniciados e, após 70 anos de trabalho, a população da ave alcança números inéditos.Recentemente, 18 pássaros foram soltos no Vale de Greenstone, elevando a população estimada para cerca de 500 indivíduos em ambiente natural, algo inimaginável há algumas décadas.Como o tacaé-do-sul foi salvo da extinçãoO renascimento dessa ave não voadora é resultado de programas de reprodução em cativeiro, criação de santuários e controle rigoroso de predadores invasores, como furões e gatos selvagens, introduzidos por colonizadores europeus.

Leia Também:

The Economist: Brasil dá lição de democracia aos EUA no caso Bolsonaro

Dono do Facebook, brasileiro está na lista dos mais ricos do mundo

Governo Trump contrata avião da Gol para deportar brasileiros dos EUA

Segundo Deidre Vercoe, diretora do projeto Takahē Recovery, a captura sistemática desses predadores foi crucial para a sobrevivência da espécie, que possui ninhos no solo e comportamento dócil, tornando-se presa fácil sem proteção.Além disso, o governo neozelandês adotou estratégias como translocação entre ilhas e reprodução assistida, visando estabelecer populações autossustentáveis sem necessidade de intervenção humana constante.Significado cultural e legado históricoPara o povo Ngāi Tahu, tribo Maori da região, o retorno do tacaé-do-sul não é apenas uma vitória ambiental, mas um resgate cultural. As penas verde-azuladas da ave são consideradas sagradas e carregam profundo simbolismo espiritual.Estudos apontam que a espécie existe desde o Pleistoceno, sobrevivendo a eras glaciais. Agora, com apoio humano, o tacaé-do-sul reconstrói sua história evolutiva e reafirma seu lugar nas terras da Nova Zelândia.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.