EUA cercam Venezuela com frota naval e elevam tensão militar

A tensão geopolítica na América Latina alcançou um novo patamar nesta semana com o deslocamento de uma poderosa frota naval dos Estados Unidos para o Caribe, a apenas 60 km da costa da Venezuela. A movimentação militar envolve destróieres, submarino nuclear e navios de assalto anfíbio, somando cerca de 4.500 militares norte-americanos, incluindo 2.200 fuzileiros navais, sob o comando do Comando Sul dos EUA.

Objetivo oficial: combate ao narcotráfico

Segundo a Casa Branca, a missão faz parte de uma nova diretriz para reforçar a atuação das Forças Armadas no combate a organizações narcoterroristas na região. O envio da frota — que inclui navios como o USS Jason Dunham, USS Gravely, USS Sampson e USS Lake Erie, além do submarino USS Newport News — foi autorizado pelo então presidente Donald Trump, que acusou o regime de Nicolás Maduro de comandar um cartel de drogas.

As embarcações estão equipadas com tecnologia de ponta, incluindo mísseis com alcance superior a 1.600 km, canhões e helicópteros militares, capazes de patrulhar rotas marítimas estratégicas e responder a eventuais ameaças com rapidez devastadora.

Resposta da Venezuela e apelo à ONU

A movimentação naval provocou forte reação do governo venezuelano, que denunciou o que chama de “provocação militar” no Conselho de Segurança da ONU. O chanceler venezuelano Yván Gil pediu ao secretário-geral António Guterres a mediação urgente para evitar um conflito.

Em paralelo, o presidente Nicolás Maduro convocou 4,5 milhões de reservistas da milícia bolivariana para reforçar a prontidão nacional. Segundo o governo venezuelano, trata-se de um ato de soberania frente à escalada da presença militar norte-americana.

Riscos de confronto e apoio regional

Países vizinhos observam a crise com preocupação. O governo de Curaçao, território autônomo holandês onde parte da frota americana está posicionada, alertou seus cidadãos para evitarem viagens à Venezuela. Já Trinidad e Tobago manifestou apoio à operação dos EUA, declarando que permitirá o uso de seu território em caso de conflito entre Venezuela e Guiana — país com o qual Caracas disputa a região de Essequibo.

Especialistas em segurança alertam que qualquer ataque da Venezuela contra navios dos EUA poderia ser interpretado como ato de guerra, desencadeando uma resposta rápida e arrasadora. “A superioridade tecnológica e o poder de fogo dos EUA permitiriam neutralizar as forças venezuelanas em minutos”, afirmou um analista militar ouvido pela Reuters.

Volatilidade e risco de escalada

Embora o objetivo formal da operação seja o combate ao narcotráfico, a presença de uma frota militar tão robusta a poucos quilômetros de um regime hostil gera temores sobre uma possível escalada. A imprevisibilidade do cenário e o histórico de tensões entre os dois países aumentam o risco de um incidente que poderia levar a um confronto armado de grandes proporções no Caribe.

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