Com bônus e taxa zero, 99Food retorna operação no Brasil e prepara expansão

A 99Food retorna ao Brasil com um plano de guerra: investimento de R$1 bilhão, zero taxa para restaurantes, bônus de R$250 por dia a entregadores e estrutura física de apoio. A ofensiva da plataforma, comprada pela chinesa DiDi em 2018, foi marcada por projeções em prédios, pontos de ônibus e metrôs mostrando quanto o iFood cobra de taxas e respondendo a clientes insatisfeitos.Após ser descontinuada em 2023, a 99Food relança suas operações com foco em crescimento acelerado. A plataforma já chegou a mais de 60 cidades e 114 mil restaurantes antes da pausa, e agora quer se reposicionar como alternativa direta ao iFood.Atualmente, o aplicativo já conta com 20 mil estabelecimentos cadastrados e 50 mil entregadores registrados. De acordo com Simeng Wang, diretor-geral da 99, a proposta é ampliar a competitividade no mercado de delivery.Pronto pro ataque A 99Food provocou o iFood ao projetar em prédios da Paulista e Faria Lima, em São Paulo, as taxas diárias arrecadadas pela concorrente, que chegam a R$ 62 milhões por dia, além de comentários de clientes insatisfeitos. Pontos de ônibus e metrôs também estamparam as reclamações. 

|  Foto: 99Food

Parceria com a AbraselComo parte dessa expansão, a 99Food fechou parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), reforçando seu compromisso com o desenvolvimento do setor de alimentação fora do lar e a construção de um ambiente de negócios mais justo.“Estamos muito felizes em nos unir à Abrasel no objetivo de facilitar o empreendedorismo no setor de alimentação, com a promoção de um ambiente mais equilibrado e com práticas sustentáveis a longo prazo”, disse Simeng Wang, Diretor Geral da 99 no Brasil. “Lançaremos em São Paulo no início de agosto e, até meados de 2026, estaremos presentes em mais de 100 cidades, levando comida mais acessível aos consumidores e oportunidades de ganho mais justas para restaurantes e entregadores.”Entre as cidades que a 99Food estará presente, Salvador deve ser um desses destinos, além de outras cidades da Bahia, de acordo com apuração do Portal A Tarde. Novo modelo de operação e benefíciosComo estratégia inicial, a 99Food implementou um modelo que isenta os restaurantes de comissões por um período de 12 meses.A isenção inclui tanto as taxas sobre os pedidos quanto eventuais mensalidades, permitindo que os valores cobrados no aplicativo sejam os mesmos do consumo presencial.Para atrair os consumidores, a plataforma oferece:Preços iguais aos dos cardápios dos restaurantes;Cupons de até R$ 99 para novos usuários (divididos em cinco descontos);Frete grátis nos primeiros pedidos;Promoções exclusivas no primeiro uso.Para atrair os  entregadores, a plataforma oferece:R$ 400 por dia para quem realizar 15 entregas diárias de comida durante o primeiro mês em São Paulo;R$ 250 por dia para 20 entregas, desde que ao menos cinco sejam de refeições, como parte de um novo modelo de remuneração, ainda sem prazo para encerrar.

|  Foto: Divulgação 99Food

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Disputa por logística, dados e controle do mercado digitalA batalha entre apps de entrega vai além de taxas e cupons. A 99Food aposta em sua base de 1,5 milhão de motoristas e entregadores da plataforma de mobilidade, enquanto a Meituan domina a logística global. Por trás de cada entrega está uma disputa estratégica por dados, logística e influência sobre o consumo digital do brasileiro. Nesta nova fase, a corrida pelo controle do delivery está apenas começando.iFood está no topo de queixas no Reclame AquiO iFood segue ocupando a 2ª posição no ranking das empresas mais reclamadas do Brasil nos últimos 6 meses, segundo dados do Reclame Aqui. Nesse período, a plataforma acumulou 138.421 queixas, das quais 52.258 foram avaliadas, registrando nota média de 6,35. As principais insatisfações envolvem “problemas gerais com produtos e serviços” (33,71%), pedidos de estorno (26,26%) e falhas no aplicativo (19,27%).

Taxa de reclamações do Ifood no Reclame Aqui

|  Foto: Arquivo Pessoal

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