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De acordo com Bernardo Chezzi, advogado especialista em Direito Imobiliário e professor da Faculdade Baiana de Direito, o financiamento bancário tradicional continua sendo o principal caminho para a aquisição do imóvel próprio.“Com prazos que chegam a 35 anos, o comprador pode optar por dois modelos principais de amortização: a Tabela SAC, que começa com parcelas mais altas e vai diminuindo ao longo do tempo, e a Tabela Price, em que as parcelas se mantêm fixas, facilitando o planejamento mensal, embora o custo final seja mais elevado. Também existem modalidades atreladas ao IPCA, o índice oficial da inflação, que oferecem juros iniciais mais baixos mas exigem tolerância às oscilações mensais”, explica Chezzi.
Bernardo Chezzi, advogado especialista em Direito Imobiliário e professor da Faculdade Baiana de Direito
| Foto: Acervo pessoal
Ainda segundo o especialista, o uso do FGTS segue como um dos principais aliados do comprador. Seja para compor a entrada, reduzir o valor das parcelas ou antecipar a quitação, o fundo é um recurso estratégico e pode fazer a diferença, especialmente em tempos de crédito mais caro. Em datas promocionais, como feiras do setor imobiliário, bancos e construtoras costumam oferecer condições diferenciadas, entre elas, carência para o início do pagamento, descontos em tarifas e até parcelamento da entrada, o que pode facilitar a vida de quem tem pouca reserva.Uma alternativa menos conhecida, mas que tem crescido, é o chamado home equity, que permite usar um imóvel quitado como garantia para obter crédito com juros menores. Embora atraente, essa opção exige cautela, orienta o advogado, já que o não pagamento da dívida pode resultar na perda do bem dado em garantia.Mais do que escolher a modalidade de financiamento, é fundamental garantir a segurança jurídica do negócio, alerta o professor. Antes de assinar qualquer contrato, o comprador precisa verificar se o imóvel está regularizado e se o empreendimento possui o Registro de Incorporação junto ao cartório competente. A ausência desse documento pode significar sérios riscos, como atrasos na entrega, bloqueios judiciais e até a impossibilidade de conclusão da obra.No caso do Minha Casa, Minha Vida, segundo informações da Caixa Econômica Federal (CEF), as condições variam conforme a faixa de renda. Famílias com renda de até R$2.850 se enquadram na Faixa 1, enquanto a Faixa 2 abrange aquelas com rendimentos entre R$2.850,01 e R$4.700. A Faixa 3 vai até R$8.600 e a Faixa 4 inclui quem recebe até R$12 mil. Os subsídios podem chegar a R$55 mil, e todas as faixas contam com acesso facilitado ao crédito, possibilidade de uso do FGTS e taxas de juros mais baixas do que as praticadas no mercado tradicional. Para participar, é necessário se inscrever por meio da CEF ou diretamente com as construtoras credenciadas, apresentando os documentos exigidos e respeitando os prazos do processo.Comprar um imóvel envolve números, sim, mas também exige planejamento emocional, visão de longo prazo e, sobretudo, responsabilidade. Em 2025, as oportunidades estão mais amplas, mas o caminho até a chave na mão ainda exige cuidado. Informar-se bem, comparar as opções e buscar orientação técnica são passos indispensáveis para transformar o sonho da casa própria em realidade sem surpresas no meio do caminho.Principais instituições com crédito imobiliárioBancos como Caixa Econômica Federal (CEF), Bradesco, Santander, Itaú, Banco do Brasil, Banco Inter, Sicredi e Sicoob oferecem linhas de crédito imobiliário para a compra, construção ou reforma de imóveis. É recomendável simular o financiamento nos sites ou aplicativos dessas instituições para comparar taxas e condições, pois elas variam entre os bancos.CEF: Um dos maiores bancos do mercado, com linhas para novos e usados, construção e reforma, financiamento de até 90% do valor do imóvel e longo prazo para pagamento.Banco do Brasil: Oferece financiamento com valores mais altos e prazos estendidos.Santander: Dispõe de opções para financiamento imobiliário e também linhas de empréstimo com garantia de imóvel.Itaú Unibanco: Possui financiamento com taxas fixas ou pós-fixadas, com a possibilidade de utilizar o rendimento da poupança.Banco Inter: Disponibiliza financiamento com taxas fixas e a opção de usar o FGTS.Bradesco: Oferece opções de financiamento com diferentes prazos e condições.Cooperativas de Crédito (Sicredi e Sicoob): As cooperativas também disponibilizam crédito imobiliário, inclusive para construção, com taxas competitivas.Cuidados essenciais antes de fechar negócioPara evitar problemas futuros, o especialista em Direito Imobiliário recomenda algumas providências fundamentais: Verificar se o imóvel está regular no Cartório de Imóveis, consultando a matrícula pelo site ridigital.org.br; Conferir se o vendedor possui débitos tributários no município, estado ou União; Realizar uma vistoria completa, caso a construção já esteja concluída; Confirmar a ausência de débitos de IPTU e de condomínio.