Moradora espancada por zelador em Salvador está em coma

A moradora que foi espancada pelo zelador em um prédio no Rio Vermelho, em Salvador, está internada em coma em uma Unidade de terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE). O homem é acusado de atear fogo em apartamentos do condomínio. O incêndio ocorreu no início da manhã de quarta-feira, 27, e é investigado como dano qualificado por utilização de substância inflamável e tentativa de feminicídio. Ao todo, cinco testemunhas já foram ouvidas e relataram que o suspeito também ameaçou outros moradores do prédio. A informação foi confirmada ao g1.

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A professora de 41 anos foi encontrada desacordada em seu apartamento arrombado, com manchas de sangue, durante inspeção do Corpo de Bombeiros. Câmeras registraram o suspeito chegando com um galão de gasolina, provocando explosão e fumaça.Ao tentar fugir pelo playground, ele se feriu, foi socorrido pelo Samu e levado ao HGE. Preso em flagrante, segue internado sob custódia, com pedido de prisão preventiva em andamento.Carta denunciando assédio

|  Foto: Arquivo pessoal

A vítima registrou no livro de ocorrências do condomínio uma denúncia de assédio contra o zelador, identificado apenas como Osvaldo. Na ocasião, em janeiro de 2024, a moradora relatou que recebeu uma mensagem do funcionário, por aplicativo, convidando-a para “tomar um vinho” durante a noite, atitude que ela considerou invasiva.”Gostaria de relatar que fui assediada pelo zelador deste prédio. Ele me mandou a mensagem: ‘vamos tomar um vinho?’, tomando uma liberdade que nunca dei”, escreveu em queixa feita no dia 13 de janeiro de 2024.Segundo uma amiga, a moradora chegou a relatar a situação ao síndico da época, mas nenhuma providência foi tomada além do registro formal. Ela também teria mostrado as mensagens à esposa do suspeito, que não acreditou na denúncia.Possível motivaçãoSegundo os moradores do local, a possível motivação do crime foi uma conversa no grupo de mensagens do prédio, onde foi mencionada a possibilidade de troca de zelador. A conversa ocorreu na terça-feira, 26, apenas um dia antes do incêndio.

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