PF e Receita desarticulam fraudes bilionárias em combustíveis

A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram megaoperações contra um esquema de fraudes no setor de combustíveis que movimentou cifras bilionárias entre 2020 e 2024. A investigação envolve cerca de 1.000 postos ligados a facções criminosas e aponta a existência de um sofisticado sistema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e infiltração no mercado financeiro.

As ações contaram com apoio do Ministério Público, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que bloqueou R$ 1 bilhão em bens dos investigados. Estão sendo cumpridos 350 mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Esquema movimentou R$ 52 bilhões em quatro anos

Segundo a Receita Federal, os suspeitos movimentaram aproximadamente R$ 52 bilhões ao longo de quatro anos, atuando em todas as etapas da cadeia de combustíveis: desde a importação e distribuição até a lavagem de dinheiro por meio de criptoativos e fundos de investimento. O modelo de atuação envolvia empresas de fachada, postos de combustíveis, distribuidoras e instituições financeiras ligadas a facções.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional já conseguiu bloquear judicialmente cerca de R$ 1 bilhão em ativos dos principais suspeitos, todos com ligações com o crime organizado.

Operações distintas, mesmo objetivo: desarticular o crime organizado

A ofensiva das autoridades incluiu duas operações específicas: a Operação Tanque, focada em um grupo do Paraná que teria lavado R$ 600 milhões desde 2019 e movimentado mais de R$ 23 bilhões com o auxílio de centenas de empresas; e a Operação Quazar, que atuou nas cidades paulistas de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto, desvendando o uso de fundos de investimento para ocultar recursos ilícitos.

Ambas ações visam interromper a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e desarticular mecanismos que permitem a lavagem de dinheiro em larga escala no país.

Impactos e próximos passos

Além das medidas judiciais de busca, apreensão e bloqueio de bens, as autoridades investigam crimes como organização criminosa, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, fraude no sistema financeiro e corrupção. A expectativa é que, com o avanço das investigações, novas fases sejam deflagradas nos próximos meses, atingindo ainda mais ramificações da rede criminosa.

A Receita Federal também avalia implementar mecanismos mais rígidos de fiscalização no setor de combustíveis, um dos mais sensíveis à sonegação e à atuação de grupos ilícitos no país.

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