Empresário é indiciado por morte de gari e pode cumprir 35 anos de prisão

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou o empresário Renê Junior pelo homicídio do gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, morto com um tiro no abdômen em 11 de agosto. Ele pode cumprir 35 anos de prisão pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e por meios que impossibilitaram a defesa da vítima, além de ameaça e porte ilegal de arma de fogo.

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Segundo a PCMG, a perícia analisou provas testemunhais, interrogatórios, análise de imagens do local e na empresa onde o empresário trabalhava, além do celular e dos dados de navegação do veículo de Renê Júnior. Além disso, a perícia confirmou que a pistola de calibre 38 recolhida nas investigações é a mesma que atingiu Laudemir Fernandes.

O crime

Conforme a ocorrência policial, o crime aconteceu na rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital, na manhã do dia 11 de agosto deste ano. Conforme testemunhas, um caminhão de lixo estava parado na rua, durante a coleta de resíduos, quando o gestor comercial Renê Junior exigiu para que fosse liberado espaço na via para passar com o veículo que dirigia, um BYD cinza.

Irritado, ele ameaçou a motorista do caminhão com uma arma. Os garis tentaram intervir e pediram que ele se acalmasse. Foi nesse momento que ele saiu do veículo e disparou contra os funcionários, acertando Laudemir, que não estava envolvido na confusão. “E aí ele entrou do carro e foi embora. Não prestou socorro, nem olhou para trás, ele seguiu o caminho dele”, relatou ao BHAZ a motorista do caminhão, Eledias Aparecida.

Renê Junior é marido da delegada Ana Paula Balbino, da Polícia Civil de Minas Gerais. A PCMG confirmou que a arma usada no homicídio está registra em nome da delegada Ana Paula Balbino, sendo de uso pessoal da policial. Renê alegou que pegou a pistola sem o consentimento da companheira e afirmou que ela não soube do crime. Mesmo assim, a servidora é alvo de uma investigação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

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