As projeções para o mercado de gás natural no Brasil indicam uma tendência de preços mais baixos no curto e médio prazo, mas com possível alta no longo prazo. A análise considera a dinâmica entre produção doméstica, importação de gás boliviano e a crescente presença do GNL (gás natural liquefeito).
Preço spot tende a cair até 2030
O preço spot — mais sensível à oferta e demanda — deve se manter em níveis reduzidos até 2030. Isso se deve à continuidade da importação de gás da Bolívia, cuja competitividade pressiona os preços domésticos. Neste período, o gás brasileiro precisará competir com o boliviano para garantir participação de mercado, forçando preços mais atrativos.
Entre 2030 e 2035: transição para GNL
A partir de 2030, com a expectativa de redução progressiva das importações bolivianas, o mercado brasileiro deve aumentar a dependência do GNL. O gás natural liquefeito tem maior custo de produção e transporte, e isso deve começar a pressionar os preços entre 2030 e 2035. A produção doméstica continuará existindo, especialmente a produção associada, mas poderá não ser suficiente para atender toda a demanda.
Durante esta fase, é possível que ocorram momentos de sobreoferta no mercado interno — especialmente se a demanda crescer em ritmo abaixo do projetado. Esse desequilíbrio pode manter os preços controlados em determinados períodos do ano.
Após 2035: tendência de alta com declínio da produção nacional
No longo prazo, com o declínio da produção de gás natural no Brasil, espera-se que os preços voltem a seguir mais diretamente a cotação internacional do GNL. Esse cenário deve resultar em aumentos progressivos nos preços domésticos, a menos que haja novos investimentos em infraestrutura, produção ou fontes alternativas.
Segundo especialistas do setor, o país precisará lidar com os desafios da transição energética, mantendo o equilíbrio entre segurança do suprimento, competitividade e sustentabilidade.
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