Zelador suspeito de espancar moradora e atear fogo em prédio recebe alta de hospital; veja cronologia do crime em Salvador


Professora atacada por zelador no bairro do Rio Vermelho está em coma
O zelador suspeito de espancar uma moradora e atear fogo em um prédio, em Salvador, recebeu alta médica do Hospital Geral do Estado (HGE). Ele se feriu ao tentar fugir do edifício na quarta-feira (27).
O homem vai passar por audiência de custódia na sexta-feira (29). Ele é investigado por tentativa de feminicídio e dano qualificado por utilização de substância inflamável.
Já a vítima, a professora Núbia Pimentel, de 41 anos, segue internada em estado grave, em coma induzido. Ela sofreu múltiplas fraturas, especialmente na região da face.
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Parte da ação do suspeito foi filmada por câmeras de segurança instaladas na entrada e no elevador do prédio, que fica localizado no bairro do Rio Vermelho. Os equipamentos filmaram o momento em que o zelador, identificado como Osvaldo Conceição, chegou no prédio com um galão de gasolina.
Câmeras de segurança flagram momento em que zelador coloca fogo em prédio de Salvador
Após cometer o crime, ele tentou fugir pulando do playground para a garagem e ficou ferido. O zelador foi socorrido para o HGE e, com a alta médica, será levado para uma unidade prisional.
Confira a cronologia dos fatos:
5h25 – o zelador chegou no prédio cambaleando. Até 5h29, as câmeras filmaram o homem circulando nas dependências do condomínio;
Entre 5h29 e 6h21 – o suspeito saiu do condomínio;
6h21- o suspeito retornou para o prédio. As câmeras filmaram o momento em que ele desceu de uma motocicleta com um galão de combustível;
Câmera de segurança filmou homem com galão de gasolina no elevador
Arquivo pessoal
6h34 – o suspeito entrou no elevador com o galão de combustível. Ele saiu do equipamento em um dos andares;
6h35 – a câmera do elevador filmou uma espécie de explosão e bastante fumaça. Acredita-se que foi neste momento, logo após descer do elevador, que o suspeito despejou a gasolina na porta de alguns moradores e ateou fogo;
6h51 – o suspeito voltou para o playground e pulou para a garagem. Outros moradores já estavam na área comum do prédio e viram a cena. (Veja vídeo abaixo)
Após atear fogo em condomínio e espancar moradora, zelador pulou de prédio na Bahia
Ainda não há informações sobre em qual espaço de tempo o suspeito arrombou o apartamento da vítima e a agrediu, pois o prédio não tem câmeras nos corredores dos andares.
Moradores falaram em demitir zelador
A possibilidade de ser demitido pode ter sido a motivação para o zelador cometer o crime. Segundo os moradores do prédio, houve uma conversa sobre uma possível substituição do funcionário em um aplicativo de mensagens.
O zelador participa do grupo e viu a mensagem. Ele trabalhava há mais de 10 anos no local e morava com a família em um anexo do prédio.
Ainda conforme os moradores do condomínio, o zelador tratava alguns moradores de forma diferente, com atrasos para buscar o lixo ou entregar mercadorias.
Denúncia de assédio
Moradora registrou queixa de assédio contra o suspeito em livro de condomínio
Arquivo pessoal
A moradora que foi espancada havia registrado uma queixa de assédio contra o funcionário no livro de ocorrências do condomínio em janeiro de 2024.
Na ocasião, ela relatou que foi convidada pelo suspeito para tomar um vinho. O convite foi feito durante a noite, em um aplicativo de mensagens.
“Gostaria de relatar que fui assediada pelo zelador deste prédio. Ele me mandou a mensagem: ‘vamos tomar um vinho?’, tomando uma liberdade que nunca dei”, escreveu em queixa feita no dia 13 de janeiro de 2024.
De acordo com o síndico do prédio, a moradora afirmou que bastava dar uma advertência formal no funcionário e que não queria que ele fosse demitido.
Em entrevista à TV Bahia, uma amiga da vítima, que não quis ser identificada, contou outra versão: ela disse que a vítima chegou a conversar sobre o assunto com o síndico da época, mas que nenhuma medida foi tomada além do registro no livro de ocorrências.
A moradora também teria mostrado as mensagens para a esposa do suspeito, que não acreditou nela.
Prédio fica em bairro boêmio de Salvador
g1
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