Mãe e atendente de padaria: Saiba quem era a mulher em situação de rua que morreu após ser espancada e ter o corpo queimado por namorado


Mulher em situação de rua encontrada morta em terreno teve relacionamento de cinco meses
“Companheira” e “divertida”, esses são os adjetivos que Nayara Pires usou ao falar da irmã, Monara Pires. Monara estava em situação de rua e morreu após ser espancada e ter o corpo queimado por namorado. Ao g1, Nayara contou que a irmã era mãe de dois filhos e já trabalhou como atendente de padaria.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito do crime foi preso. Como o nome dele não foi divulgado, o g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta reportagem.
“Monara era uma pessoa incrível, estar ao seu lado era sempre uma alegria, com seu humor contagiante e sua alegria de viver ela era uma companheira leal e divertida,” escreveu a irmã.
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Como mãe, Monara era uma leoa-protetora, e também muito divertida, ela adorava brincar com os filhos. “Muitas vezes, eu brincava com ela, falando que ela parecia mais uma irmã do que uma mãe,” disse a irmã.
A jovem foi encontrada morta em um terreno baldio e teve um relacionamento de cinco meses com o suspeito do crime. A irmã informou que Monara conheceu o homem em fevereiro e chegou a reclamar do ciúme possessivo dele.
Envolvimento com drogas
Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos, foi morta em Rio Verde
Divulgação/Polícia Civil
Ao g1, Nayara contou que a Monara começou se envolver com as drogas ainda na adolescência. Aos 17 anos, ela conheceu seu primeiro namorado, com quem teve seu primeiro filho. Foram três anos juntos e, segundo a irmã, ele foi muito bom para ela.
Mas antes de conhecer esse namorado ela tinha tido experiência com a droga, informou a irmã. “Nesse período que ela esteve com ele, ela não usou,” disse Nayara.
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Apoio da família
Quando tinha 24 anos, Monara tentou iniciar o curso de direito, mas a dependência química a impediu de continuar, informou a irmã. “Ela sempre contou com a ajuda da família, quando tinha cerca de 24 anos, minha tia começou a pagar a faculdade dela,” disse Nayara.
Segunda a irmã, nessa época a situação já estava saindo do controle, aos 26 anos, nasceu o segundo filho de Monara, ela estava tentando parar de usar. “Foi aí que aconteceu a primeira internação, passou 1 ano na clínica, mas cerca de 1 mês depois de sair, voltou a usar, a partir daí a situação só foi piorando,” informou Nayara.
No ano passado, ela foi internada novamente, mas não ficou nem um mês, informou a irmã. “Ela foi morar no rancho com meu pai, para ver se melhorava,” disse Nayara.
“Depois da 1ª internação que ela voltou a usar, minha mãe arrumou um emprego, para ver se ela ocupava a cabeça e conseguia se livrar do vício, ela até deu uma controlada, mas logo abandonou tudo de novo,” confessou a irmã.
‘Namorado possessivo’
Nayara disse que percebeu machucados na irmã, mas que Monara não falava o que estava acontecendo. Segundo Nayara disse ao g1, das vezes que ela viu o suspeito, quase não conversou com ele. Ela disse que conversava com a irmã e a família chegou a mandar dinheiro na tentativa de ajudar Monara.
“Nós percebemos que ela aparecia em casa mais machucada. Muitas vezes nos perguntamos se era ele (namorado), mas ela nunca falava. Lembrei que ela chegou a reclamar sobre o ciúme possessivo dele”, contou.
Nayara contou também que eles se conheceram na rua e depois ficaram dormindo em um albergue. Segundo a irmã, o pai delas tem uma casa na cidade que ficava fechada. Segundo ela, Monara e namorado chegaram a morar nessa casa antes do crime.
Monara foi descrita pela irmã como uma menina muito amada por todos do seu convívio. Nayara pede por justiça e para que o responsável por matar Monara seja punido.
“Que a justiça seja feita e que esse ele seja punido com a severidade que seus crimes merecem”, clama Nayara.
Relembre o caso
O corpo de Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos, foi encontrado no dia 7 de julho de 2025, parcialmente carbonizado em um lote baldio no Bairro Popular, em Rio Verde, no sudoeste do estado. O delegado que investiga o caso, Adelson Candeo, disse que o jovem de 26 anos suspeito de cometer o crime foi preso no dia 22 de agosto.
Segundo as investigações, o suspeito já teria agredido Morana diversas vezes por ciúmes. Adelson disse ao g1 que um dia antes da morte de Monara, a casa que o pai dela havia cedido para ela morar havia sido incendiada pelo mesmo homem.
O delegado disse que o jovem tem passagens por crimes patrimoniais no estado de São Paulo e está há pouco tempo em Goiás.
Mãe e atendente de padaria: Saiba quem era a mulher em situação de rua que morreu, Goiás
Arquivo pessoal/Nayara Pires de Moraes
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