PPSA anuncia leilão de ativos no pré-sal e mira investidores estrangeiros

A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal responsável por administrar os contratos de partilha de produção no pré-sal brasileiro, anunciou a alienação de suas participações minoritárias em três dos maiores campos de petróleo do país: Mero, Tupi e Atapu. A estimativa é de que o leilão gere até R$ 15 bilhões — o equivalente a US$ 2,75 bilhões — aos cofres públicos.

Três gigantes do pré-sal na mesa de negociações

As participações colocadas à venda pela PPSA são de 3,5% no campo de Mero, 0,95% em Atapu e 0,55% em Tupi, todos localizados na Bacia de Santos e operados pela Petrobras. Juntos, esses campos estão entre os seis maiores produtores de petróleo do Brasil, responsáveis por uma fatia significativa da produção nacional.

A venda representa um movimento estratégico do governo brasileiro para monetizar ativos da União e aumentar a atratividade do setor para investidores privados, em meio a um contexto de demanda energética global ainda aquecida e preços favoráveis do petróleo no mercado internacional.

Cronograma do leilão: seminário, edital e sessão pública

Segundo o calendário divulgado pela PPSA, as empresas interessadas terão acesso a um seminário técnico no dia 1º de setembro, seguido da publicação do edital de licitação no dia 8 de outubro. A sessão pública para o recebimento de propostas e definição dos vencedores está prevista para o dia 4 de dezembro.

O objetivo é atrair operadoras nacionais e estrangeiras com capacidade técnica e financeira para ampliar os investimentos e a produção nos campos. O leilão ocorre no modelo de venda da participação da União, permitindo que as empresas adquiram os direitos à parcela de óleo correspondente, conforme previsto nos contratos de partilha.

Político e regulatório

Criada em 2013 durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, a PPSA é peça-chave no modelo de partilha de produção adotado pelo Brasil para o pré-sal. A decisão de alienar ativos sob sua gestão ocorre em meio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca equilibrar responsabilidade fiscal e estímulo à exploração energética.

Embora o atual governo não esteja promovendo privatizações diretas de grandes estatais, a venda de participações minoritárias tem sido utilizada como alternativa para destravar receitas sem alterar o controle estratégico dos ativos.

Perspectivas para investidores e impacto no setor

O leilão atrai atenção do mercado global de petróleo e gás por envolver campos maduros, com infraestrutura consolidada, alta produtividade e baixo risco operacional. Com a Petrobras como operadora majoritária, o ambiente técnico é considerado estável.

Especialistas apontam que o sucesso do certame poderá fortalecer a imagem do Brasil como destino confiável para investimentos no setor de energia, especialmente em um momento de crescente transição energética mundial.

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