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Apesar do destino incerto do transporte ferroviário, os traçados podem ser construídos por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada), segundo afirmou Almeida.“Sim, pode ser feita uma modelagem que, através de uma PPP, resolva o problema. Pode, de repente, e o governo tem prospectado isso, aparecer uma empresa de capital internacional que queira entrar no processo e fazer o estudo”, contou o titular da SDE.Angelo Almeida ainda se diz “animado” em meio aos avanços nos estudos sobre o tema apresentado pelos órgãos privados, que demonstra, segundo ele, ser um projeto lucrativo e exequível.“O que nos anima é que os estudos e análises que chegam até nós indicam que há viabilidade. E a viabilidade é importante para garantir a manifestação de interesse de investidores. O investidor quer colocar seu dinheiro e ter a certeza do retorno. Quando isso acontece, fica mais factível chegarmos a esse ponto”, acrescentou Almeida.Entenda o projeto apresentado pela TIC BahiaO projeto apresenta vantagens em comparações com outros projetos de ligação por via férrea entre cidades no Brasil. O objetivo é que a Ferrovia Salvador-Feira seja um marco de modernização no transporte sobre trilhos.De acordo com Osvaldo Ottan, diretor Comercial da TIC Bahia, o projeto da Ferrovia Salvador-Feira de Santana adota padrões operacionais que “não apenas superam os projetos nacionais existentes, como apontam para um novo futuro da mobilidade integrada no país”.O diretor comercial detalhou que a Ferrovia Salvador-Feira de Santana “rompe com as limitações das ferrovias tradicionais brasileiras” ao apresentar geometrias amplas e suaves em comparação com os tradicionais traçados com raios mínimos estreitos e rampas acentuadasDetalhes da ferrovia Salvador-Feira de SantanaO projeto da TIC Bahia pretende transformar a Bahia mais competitiva no que se refere ao transporte de carga por ferrovia, além de ser um importante modal de transporte de passageiros entre Salvador e outras cidades do interior baiano.O projeto prevê a redução do tempo de viagem entre Salvador e Feira de Santana para apenas 35 minutos, atendendo a até 85 mil passageiros por dia. O investimento estimado seria de R$ 6,8 bilhões.A ferrovia teria um total de 10 paradas, sendo oito estações de passageiros e outros dois pátios para carga.A primeira estação seria no bairro de Águas Claras, em integração com o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas (SMSL), com o VLT que está em construção na região e também com a nova rodoviária da capital baiana.As estações da Ferrovia Salvador-FeiraÁguas Claras (Salvador, com integração com VLT e nova rodoviária)Simões Filho (estação de passageiros)Centro de Controle Operacional de Simões Filho (estação de carga)Candeias (estação de passageiros)São Sebastião do Passé (estação de passageiros)Santo Amaro (estação de passageiros)Conceição do Jacuípe (estação de passageiros, integração rodoferroviária)Pátio Ferroviário/CIS (Feira de Santana)Noide Cerqueira (Feira de Santana)Rodoferroviária Contorno (Feira de Santana, estação rodoferroviária)Três pontos para entender a ferrovia Salvador-Feira de Santana:Velocidades operacionais: o projeto trem intercidades (TIC) Salvador-Feira de Santana terá 98 km de extensão e velocidades operacionais de 160 km/h de passageiros para 120 km/h para cargas.Integração: o novo modal fará a integração física e tarifária com ônibus interurbanos e metropolitanos rodoviários.Como funcionará a operação? A ferrovia funcionará de forma mista e interoperável permitindo o transporte de cargas em horários e faixas específicas.