Brasil receberá nova megafábrica de celulose com apoio de US$ 2,2 bi

A gigante chilena do setor florestal Arauco assegurou um pacote de financiamento de US$ 2,2 bilhões para viabilizar seu projeto Sucuriú, uma fábrica de celulose de grande porte que será construída no estado de Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste do Brasil. O investimento conta com o respaldo de instituições multilaterais e financeiras globais, reforçando o papel estratégico do Brasil na cadeia mundial de celulose.

Estrutura do financiamento internacional

O financiamento é coliderado pela Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Grupo Banco Mundial, e pelo BID Invest, braço privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Juntas, essas instituições respondem por US$ 1,25 bilhão do montante total.

Outros US$ 970 milhões vêm de um consórcio de oito bancos comerciais internacionais, coordenado pelo JP Morgan, com garantia da Finnvera, a agência de crédito à exportação da Finlândia. A IFC, além de coordenadora financeira, também atua como líder em questões ambientais e sociais do projeto.

Capacidade produtiva e foco em energia limpa

A unidade industrial da Arauco terá capacidade de produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, utilizando eucalipto de plantações sustentáveis como matéria-prima. O projeto também prevê a geração de 400 MW de energia renovável, com 45% destinados à rede elétrica nacional brasileira, contribuindo para a diversificação da matriz energética com biomassa florestal.

Sustentabilidade como pilar central

Segundo a IFC, o projeto é um marco para o setor de celulose no Brasil ao estabelecer novos padrões ambientais e sociais. Estão previstas medidas rigorosas de gestão da biodiversidade, monitoramento ambiental, eficiência hídrica e florestamento responsável. Haverá também engajamento comunitário nas fases de planejamento e execução, além de políticas claras de aquisição de terras.

“O projeto Sucuriú usará tecnologias avançadas para aumentar a produtividade industrial e promover exportações sustentáveis, além de fortalecer a transição para uma economia de baixo carbono”, afirmou a IFC em comunicado oficial.

Impacto estratégico e exportador

O investimento impulsiona o posicionamento do Brasil como um dos líderes mundiais em celulose de fibra curta, além de atrair capital estrangeiro qualificado para a economia brasileira. O projeto está alinhado com a tendência global de substituição de materiais fósseis por insumos regenerativos, como papel e derivados de celulose para embalagens e têxteis sustentáveis.

 

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