A CSN Mineração (CMIN3), segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil, prepara um anúncio aguardado pelos investidores: a definição da data-com em outubro, que deve garantir o pagamento de novos dividendos em dezembro de 2025.
Com caixa acumulado de R$ 14,3 bilhões, a companhia apresenta uma das estruturas financeiras mais sólidas do setor. Atualmente, sua dívida líquida é negativa, ou seja, a mineradora dispõe de mais recursos em caixa do que obrigações financeiras. Esse cenário favorece tanto novos investimentos em Capex quanto a remuneração de acionistas.
Projeções de Dividendos
Seguindo o estatuto social, a CSN Mineração deve distribuir no mínimo 25% do lucro líquido ajustado. Considerando o caixa atual, a projeção indica a possibilidade de R$ 3 bilhões em dividendos, o que representaria cerca de R$ 0,63 por ação.
Histórico de Pagamentos
Nos últimos anos, a empresa manteve um padrão consistente de proventos:
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2022: R$ 0,92 por ação;
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2023: R$ 0,77 por ação;
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2024: R$ 0,73 por ação;
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2025: já distribuiu R$ 0,27 por ação em julho.
A expectativa agora é que outubro traga novo anúncio, seguindo a tradição de pagamentos robustos no fim do ano.
Minério de Ferro e Mercado Global
O desempenho da companhia é fortemente influenciado pela cotação do minério de ferro. No último fechamento, o preço internacional superou US$ 90 por tonelada, patamar considerado bastante positivo para mineradoras. A SEMIN 3 mantém baixo custo produtivo e reservas de 3 bilhões de toneladas, assegurando vantagem competitiva no mercado.
Olhar para o Futuro
Analistas de mercado projetam que a ação pode atingir R$ 5,90 até o final de 2025, refletindo expectativas de valorização diante da sólida posição financeira e capacidade de geração de caixa. Além disso, a controladora CSN Siderurgia, que enfrenta necessidade de liquidez, pode pressionar por dividendos mais generosos.
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