Advogado da família de Laudemir defende júri popular para autor confesso da morte do gari

Após a conclusão do inquérito policial sobre a morte do gari Laudemir Fernandes, nesta sexta-feira (29), o advogado da família da vítima, Thiago Lenoir, defendeu que o empresário Renê Júnior, de 47 anos, assassino confesso, seja levado a júri popular e condenado.

Clique no botão para entrar na comunidade do BHAZ no Whatsapp

ENTRAR

“O primeiro passo foi dado. Agora, seguirei firme na acusação para que ele seja devidamente denunciado, processado, pronunciado, levado a júri popular e condenado”, afirmou Lenoir, em entrevista ao BHAZ.

Segundo o advogado, o relatório final apresentado pela Polícia Civil reúne elementos suficientes para sustentar a responsabilização de Renê. “No documento existem indícios de autoria e materialidade. E neste caso, eu nem falo em indícios, eu falo em certeza de autoria e materialidade. Agora a gente vai entrar numa nova fase, que é a judicial”, explicou.

A defesa da família também reforça a expectativa de que outras pessoas envolvidas no caso sejam responsabilizadas. “A gente espera que todos os responsáveis por esse crime hediondo reparem integralmente os danos causados à família e à sociedade”, completou.

Indiciamento

A PCMG indiciou, nesta sexta-feira (29), o empresário Renê Junior pelo homicídio do gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, morto com um tiro no abdômen em 11 de agosto. Ele deve cumprir 35 anos de prisão pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e por meios que impossibilitaram a defesa da vítima, além de ameaça e porte ilegal de arma de fogo.

A delegada Ana Paula Lamego Balbino, casada com Renê Júnior, também foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, uma vez que a lei proíbe ceder ou emprestar esse tipo de equipamento. De acordo com o delegado Evandro Radaelli, a delegada passou a ser investigada a partir do momento em que a PCMG identificou que ela tinha ciência de que ele fazia uso da arma de fogo de sua propriedade.

O crime

Conforme a ocorrência policial, o crime aconteceu na rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital, na manhã do dia 11 de agosto deste ano. Segundo testemunhas, um caminhão de lixo estava parado na rua, durante a coleta de resíduos, quando o gestor comercial Renê Junior exigiu para que fosse liberado espaço na via para passar com o veículo que dirigia, um BYD cinza.

Irritado, ele ameaçou a motorista do caminhão com uma arma. Os garis tentaram intervir e pediram que ele se acalmasse. Foi nesse momento que ele saiu do veículo e disparou contra os funcionários, acertando Laudemir, que não estava envolvido na confusão. “E aí ele entrou do carro e foi embora. Não prestou socorro, nem olhou para trás, ele seguiu o caminho dele”, relatou ao BHAZ a motorista do caminhão, Eledias Aparecida.

Renê Junior é marido da delegada Ana Paula Balbino, da Polícia Civil de Minas Gerais. A PCMG confirmou que a arma usada no homicídio está registrada em nome da delegada Ana Paula Balbino, sendo de uso pessoal da policial. Renê alegou que pegou a pistola sem o consentimento da companheira e afirmou que ela não soube do crime. Mesmo assim, a servidora é alvo de uma investigação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

O post Advogado da família de Laudemir defende júri popular para autor confesso da morte do gari apareceu primeiro em BHAZ.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.