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A Embrapa, agora, analisa como essas plantas podem ser aproveitadas para a produção de biomassa, energia renovável e até para alimentação animal. Segundo Tarcísio Gondim, pesquisador da Embrapa Algodão, a pesquisa vai além do impacto econômico e ambiental, com uma forte contribuição social.”Essa inovação tecnológica pode mitigar desigualdades regionais e enfrentar a precarização das áreas sisaleiras do Nordeste. Usaremos plantas xerófilas, adaptadas a ambientes secos, com múltiplos propósitos: etanol, alimentação para ruminantes e captura de CO2″, disse Gondim.Produção da planta no BrasilO ciclo de colheita do Agave pode levar cerca de cinco anos ou mais, mas, segundo o planejamento do projeto, a produção de biomassa será escalonada ao longo do tempo para garantir a continuidade e a viabilidade comercial.Em março, pesquisadores da Embrapa Algodão visitaram o México, onde estabeleceram parcerias com o Instituto Nacional de Investigações Florestais, Agrícolas e Pecuárias (Inipaf), além de outras instituições ligadas à produção de tequila, para aprofundar os estudos sobre o uso de Agave na produção de biocombustíveis e sequestro de carbono.As primeiras 500 mudas de Agave tequilana Weber var. Azul, trazidas do México pela Santa Anna Bioenergia, já passaram pelo processo de quarentena e estão sendo avaliadas nos municípios de Jacobina (BA), Alagoinha e Monteiro (PB).