Soldagem subaquática: riscos, técnicas e salários de uma das profissões mais perigosas do mundo

A soldagem subaquática é considerada uma das profissões mais arriscadas do planeta. Envolvendo o trabalho de mergulhadores certificados que também dominam técnicas de soldagem, a atividade é fundamental para setores estratégicos como o naval, o de petróleo e gás, além da manutenção de oleodutos e gasodutos submarinos.

Técnicas utilizadas: soldagem úmida e hiperbárica

Existem dois métodos principais:

  • Soldagem úmida: realizada diretamente em contato com a água, utilizando correntes de 300 a 400 amperes. Embora mais barata, é considerada extremamente perigosa devido ao risco de choques elétricos e baixa visibilidade causada pelas bolhas formadas no processo.

  • Soldagem hiperbárica: feita em uma câmara seca pressurizada ao redor da área a ser soldada, isolando o ambiente da água. Mais segura, é muito usada em instalações de petróleo e gás, mas exige treinamento especializado e maior custo operacional.

Riscos da profissão

O soldador subaquático enfrenta desafios extremos:

  • Choques elétricos devido à combinação entre água e eletricidade.

  • Explosões provocadas por bolsões de hidrogênio e oxigênio durante a soldagem.

  • Hipotermia, causada pela perda rápida de calor corporal em águas profundas e frias.

  • Doença descompressiva, quando o mergulhador sobe rapidamente à superfície, levando à formação de bolhas no sangue que podem causar paralisia ou até a morte.

  • Falhas em equipamentos como máscaras e cilindros de oxigênio, além do risco de aprisionamento em obstáculos subaquáticos.

Segundo estatísticas internacionais, a taxa de mortalidade chega a cerca de 5 mortes a cada 3.000 profissionais em atividade plena por ano — um índice elevado em comparação com outras profissões industriais.

Qualificação necessária

Para atuar na área, o profissional precisa:

  • Ser soldador certificado em técnicas tradicionais;

  • Possuir certificação de mergulho profissional;

  • Passar por treinamento em segurança hiperbárica;

  • Manter excelente condição física, já que o desgaste físico e mental é intenso.

Além disso, muitas empresas exigem que o trabalho seja realizado em duplas e contam com câmaras de descompressão para reduzir riscos.

Salários atrativos

Apesar dos perigos, a profissão atrai muitos profissionais devido à remuneração elevada. De acordo com estimativas internacionais, um soldador subaquático pode receber em média US$ 54 mil por ano (cerca de R$ 290 mil na cotação atual). Em operações mais complexas, como reparos em plataformas de petróleo, os ganhos podem ser ainda maiores.

Uma profissão de alto risco e alta recompensa

A soldagem subaquática continua sendo essencial e insubstituível, já que não há automação capaz de substituir a perícia humana nesse tipo de trabalho. Para muitos, o desafio e a alta remuneração compensam os riscos — consolidando a profissão como uma das mais desafiadoras e valorizadas do mercado global.

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