Filha de gari morto por empresário em BH pede indenização de R$ 500 mil e pensão


Quem é o empresário que atirou em gari em briga de trânsito
A defesa da adolescente de 15 anos, filha do gari assassinado pelo empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, entrou com uma ação judicial contra Renê e sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, pedindo indenização por danos morais, pensão alimentícia e custeio de tratamento psicológico.
O crime foi cometido após uma discussão de trânsito. As investigações apontam que Renê desceu do carro armado e disparado contra Laudemir de Souza Fernandes, utilizando uma arma pertencente à delegada, sua esposa. Ele confessou o crime. A vítima foi atingida no abdômen e morreu a caminho do hospital.
Principais reivindicações da ação
Indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 500 mil, devido ao sofrimento psicológico causado pela perda do pai.
Pensão alimentícia mensal de R$ 7.590,00, equivalente a cinco salários mínimos, até que a filha complete o ensino superior e ingresse no mercado de trabalho.
Custeio de tratamento psicológico por pelo menos dois anos, com sessões semanais estimadas em R$ 250 cada, totalizando cerca de R$ 13 mil.
O valor da causa foi fixado em R$ 604.080,00.
A defesa da jovem também solicita que a delegada seja responsabilizada por omissão na guarda da arma, que estava sob sua posse e foi utilizada pelo empresário.
Bloqueio de bens
A defesa também entrou com uma ação cautelar na Justiça pedindo o bloqueio de até R$ 3 milhões em bens do empresário Renê Júnior e de sua esposa, a delegada Ana Paula Lamego. O valor da causa foi com base na estimativa de patrimônio dos réus.
O objetivo é garantir o cumprimento de uma futura sentença indenizatória pela morte do pai da adolescente.
A medida foi solicitada após o Ministério Público de Minas Gerais emitir parecer favorável à indisponibilidade dos bens dos réus, apontando risco de dilapidação patrimonial.
A dilapidação é a redução dos bens de uma pessoa ou família com a intenção de prejudicar outros em um processo judicial ou fugir de uma obrigação financeira.
O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e aguarda retorno.
Infográfico mostra principais pontos do assassinato do gari Laudemir Fernandes pelo empresário Renê Júnior, que confessou o crime
Arte/g1
Renê da Silva Nogueira Júnior confessou ter matado o gari Laudemir de Souza Fernandes
Reprodução
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