Navio-sonda da Petrobras chega ao Amapá e inicia avaliação decisiva na Margem Equatorial

A Petrobras deu um passo decisivo rumo à exploração de petróleo na Margem Equatorial do Brasil. O navio-sonda NS-42, de propriedade da Foresea e afretado pela estatal, já está posicionado no bloco FZA-M-59, localizado em águas profundas do Amapá, a 175 km da costa e a mais de 500 km da foz do Rio Amazonas.

O equipamento participará de uma avaliação pré-operacional (APO), exigida pelo Ibama, que será determinante para que a Petrobras consiga a licença de perfuração de um poço exploratório na região. A área é considerada estratégica e pode abrigar grandes reservas de petróleo, semelhantes às já confirmadas em países vizinhos como Suriname e Guiana.

A operação e seus objetivos

Durante o exercício, a Petrobras deverá comprovar sua capacidade de resposta a incidentes ambientais, incluindo a proteção da fauna e da vida marinha local. A avaliação do Ibama envolverá:

  • Simulação de acidente com resposta emergencial.

  • Testes de eficiência dos equipamentos.

  • Monitoramento da comunicação com autoridades e partes interessadas.

  • Checagem da capacidade de preservação da fauna local.

O programa mobilizará mais de 400 profissionais, além de embarcações de grande porte, helicópteros e a própria sonda NS-42, que ficará posicionada no ponto exato da futura perfuração.

Expectativas e desafios

Apesar do grande potencial energético, o projeto enfrenta resistência de setores da sociedade e até mesmo dentro do governo, devido aos riscos socioambientais da exploração na foz do Amazonas.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a estatal atuará com “os mais rigorosos protocolos de segurança”, mobilizando no Amapá a maior estrutura de resposta a incidentes já organizada pela companhia. Ela reforçou que a confirmação de petróleo na região pode abrir uma nova fronteira energética para o Brasil, integrada ao processo de transição energética de forma “justa, segura e sustentável”.

O APO é semelhante ao realizado em 2023 no litoral do Rio Grande do Norte, antes da autorização para perfuração dos poços Pitu Oeste e Anhangá.

Significado estratégico

Caso obtenha a licença, a Petrobras poderá avançar na exploração de uma região que pode redefinir o futuro da produção de petróleo no país. A Margem Equatorial é vista como a principal aposta brasileira para manter a relevância do setor de óleo e gás no cenário global, em meio ao desafio da transição para fontes renováveis.

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